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Olá, apesar de o tempo e o meu equilíbrio andarem cada dia que passa a fugirem mais de mim, não queria deixar de participar em mais uma edição do projecto Convidei para Jantar, da autoria da Anasbagueri, que neste mês tão especial decorre na bela casa da Marmita !

A Marmita lança-nos nesta edição o desafio de escolhermos a cidade/país do coração… o que devo dizer que não foi tarefa nada fácil, pois podiam ser tantas…Buenos Aires Mítica, Estocolmo do meu coração, Amesterdão, Barcelona, todos estes sítios onde já fui tão felizzzzz…então depois de alguma reflexão, decidi escolher a cidade onde passei os talvez os melhores momentos da minha vida (para além da minha cidade berço, A Invicta carago) … e claro só podia ser Viana do Castelo.

 Antes da famigerada crise, e numa altura onde todas as pessoas adultas que eu conhecia tinham empregos, as minhas Tias tinham um apartamento numa das praias de Viana. 

Apartamento partilhado por grande parte da Família e amigos. Bem para dizer a verdade, façamos uma pequena correcção…fui neta e sobrinha única até muito tarde e também por isso cresci apaparicada, mimada e protegida pela minha Avó e pelas minhas queridas Tias, portanto o apartamento delas rapidamente se tornou “o meu apartamento de praia” e dos meus amigos.

Passei o meu primeiro verão lá em 1996 com 14 anos, acompanhada por amigos mais velhos, filhos dos amigos dos meus pais. E a partir desse ano e durante os 12/13 anos seguintes não houve um verão em que não estivéssemos lá todos.

Na realidade qualquer ocasião era motivo de sobra para nos escapulirmos para lá, por isso, férias de páscoa, carnaval, passagens de ano e qualquer fim-de-semana mais prolongado aí íamos nós.
Inicialmente íamos de comboio até Viana com o famoso saco dos limões (um saco de cozinha típico dos anos 80) onde levávamos comida, muita comida…lembras-te Carla?

Depois mais tarde já levávamos carro, eu e o meu Fiat seiscento carregadíssimo e a Su com o seu Fiat uno com o radiador furado que nos obrigava a imensas paragens forçadas…mas nada disso importava, era até divertido e fazia parte.

Fizemos amigos com gente da nossa idade que também mantinha lá casas, e era lá o nosso ponto de encontro.

Íamos para a praia, para a cidade, sempre de bicicleta e com o “farnel” na mochila claro. E que bem sabiam os lanchinhos no parque (hoje remodelado ao abrigo do programa Polis) junto a beira-rio.
Subíamos ao monte de Santa Luzia nas “bikes” sem mudanças (como tenho saudades das minhas pernas musculadas e sem celulite da adolescência) só para ver que havia onda na Praia do Cabedelo, pelo que voltamos a descer em grande velocidade para ir buscar as pranchas e pedalar mais 7/8km até a praia…mas a recompensa era óbvia, surfar até ser noite!

Aprendemos a ser independentes, a ser prevenidos, a cozinhar (uns mais do que outros :)), eu e o meu primo Jorge conseguimos esturricar os nossos primeiros panados.
A Li e o Gonçalo tentaram fazer um pudim boca doce mas, mesmo seguindo as instruções falharam nessa tarefa herculiana, ahaha…

Mas eramos nós, livres de horários, fazer o que apetecia, comer quando tínhamos fome, jantar gelados gigantescos e batatas fritas no Little Texas , fazer concursos de gomas, jogar nintendo… parecia tudo tão simples.

Foi lá também que eu e o P. começamos a namorar…e já lá vão uns anos largos… lá levantamos os primeiros Euros na passagem de Ano 2001/2002 …lá comemos as primeiras pizzas a forno de lenha na Praça da Erva… lá fomos todos muito mas muito felizes.

Hoje já não há apartamento, mas a nossa querida amiga Pisco “empresta-nos” a sua casa de Castelo de Neiva muitas vezes para que matemos saudades desse tempo.

Mas voltando ao que interessa, Viana do Castelo é uma cidade limpa, pacata, relativamente segura e com um património cultural e histórico que vale mesmo a pena visitarem, e o melhor é que é já ali.

Por isso aqui fica um bolinho muito muito docinho em honra da cidade que nos adoptou, que foi partilhado entre os amigos mais próximos em casa da Pingolina!





Bolo Brigadeiro
(usei uma forma de silicone sem buraco de 26cm)

Ingredientes:

Para o bolo:

- 7 colheres de sopa de açúcar
- 7 colheres de sopa de chocolate em pó
- 6 ovos inteiros
- 7 colheres de sopa  de óleo
- 2 colheres de sopa de margarina (previamente derretida)
- 200g de coco ralado
- 1 colher de sopa de fermento em pó

Para a cobertura:

- 1 lata de leite condensado
- 4 colheres de sopa de chocolate em pó
- 2 colheres de sopa de margarina (previamente derretida)
-2  pacotes de Maltesers

Preparação do bolo:
Pré aquecer o forno a 200ºC.
Untar uma forma com manteiga e polvilhar com farinha.
Colocam-se todos os ingredientes pela ordem descrita num liquidificador ou batedeira e bater até obter uma mistura homogénea. Levar ao forno quente e cozer cerca de 40m (o meu demorou só 30m porque usei uma forma de silicone). Não se deve deixar secar muito o bolo.

Preparação da cobertura:
Põe-se os ingredientes em cima mencionados num tacho em lume médio e vai-se mexendo sempre (para não colar ao tacho) até que fique espesso.
Com o bolo já bem frio espalha-se a cobertura preparada ainda quente e bem espessa e aplica-se os Maltesers.

Espero que gostem! Bom Apetite!

 



Olá de novo!

Hoje venho deixar-vos a receita de um bolo especial para uma pessoa especial: a minha Avó.

Também não resisto a descrever-vos esta pessoa tão especial para mim e para a minha família.

A minha Avó Adélia nasceu no dia 28 de Novembro de 1935, e conheceu de perto a Fome, a Miséria, o Frio, o Trabalho Infantil entre outras agruras da Vida. 

Sim, porque isto de nascer no “Estado Novo” no outro lado da barricada tinha o que se dissesse.

 (Por isso quando ouço alguém dizer que no tempo do Salazar é que era, que endireitou as finanças e blá,blá,blá… não deixo de pensar que as pessoas esquecem depressa demais às custas de quem e como esse “equilíbrio” foi conseguido…da fome e do povo iletrado, mas isso agora também não interessa nada, o importante é não esquecer de onde vimos.)

A minha Avó com 6 anos de vida fazia aproximadamente 20km diários para trabalhar de 10 a 12 horas diárias, criou lesões na sua coluna vertebral que perduram até hoje.

Mas se lhe quebraram as costas, nunca que lhe conseguiram quebrar o espirito

Era natural que todas estas desventuras que a vida lhe impôs a transformassem numa mulher azeda, fria, avarenta ou revoltada, mas não …a minha Avó é das mulheres mais meigas que já tive o prazer de conhecer.

Mesmo num tempo em que era comum educar os filhos com austeridade, a minha Avó foi sempre uma mulher carinhosa, atenciosa e terna, primeiro com os filhos e depois com os netos.

Passou Fome, mas não esqueceu o que significava Partilhar…lembro-me de ser miúda e se alguém chegava a casa dela na hora da refeição, havia sempre espaço para mais um prato na mesa, nem que para isso o prato dela fosse menos “abonado” do que outros. 

Servia-se sempre no fim de todos. Tenho saudades de a ver de volta dos tachos, de ir com Ela a feira …

Demonstrou-nos sempre através do exemplo dela, que a Vida não nos molda mas nós é que moldamos a Vida. 

Eu e a minha prima M. ainda tivemos o privilégio de sermos criadas por Ela.

Obrigada Vovó!

E se sempre trataste tão bem das tuas princesas, não é mais que justo que sejas tu agora tratada como a Princesa que sempre foste?

Muitos Parabéns Vovó e longos anos de vida!

Espero que gostes do bolinho.

Ah e vocês também.
Bom apetite!

P.S: a decoração foi inspirada no maravilhoso blog da Vera e claro no Pinterested!





Bolo para uma Princesa

Ingredientes para o Bolo:
(adaptado do Hoje temos para Jantar)

-6 ovos
-200g de açúcar
-1 pitada de sal
-350g de farinha
-20g de fermento
-200g de manteiga
-50g de chocolate em pó

Ingredientes para o recheio:

-150g de framboesas (frescas ou congeladas)
-2 pacotes de natas para bater
-100g de açúcar em pó

Ingredientes para a cobertura:

-500g de açúcar em pó
-160g de manteiga
-50ml de leite
-125g de queijo creme tipo Philadelphia
-2 colheres de café de aroma de morango
-1 colher de café de corante rosa
-150g de framboesas (decoração)

Modo de preparação do Bolo:

Comece por pré-aquecer o forno a 180ºC.
Prepare 2 formas de 22 cm, untando com manteiga e polvilhando com farinha.
Numa tigela misture o açúcar com a manteiga amolecida e as 6 gemas.
Peneire a farinha, o fermento e o chocolate em pó e adicione a mistura.
Entretanto bata as claras em castelo com uma pitada de sal e envolva na mistura sem mistura.
Divida o conteúdo pelas 2 formas e leve ao forno pré aquecido durante 30-35m até o teste do palito sair seco.
Desenforme e deixe arrefecer.

Modo de preparação do recheio:

Bata as natas em Chantilly.
Antes de bater as natas, guarde-as no congelador durante 20 minutos, e guarde também no congelador as vara da máquina e a tigela onde for bater as natas.
Bata as natas com açúcar em pó. (50grs de açúcar em pó por cada 2,5dl de natas ).
Pode também adicionar umas gotinhas de limão para tornar as natas mais firmes ou usar um fixador (à venda nos supermercados).
Adicione as framboesas partidas aos pedacitos.

Modo de preparação da cobertura:

Misture o açúcar em pó com a manteiga, com a ajuda da batedeira eléctrica em velocidade baixa, até a mistura apresentar uma consistência arenosa. Adicione o leite, o queijo creme, o aroma e o corante e continue a bater, inicialmente em velocidade baixa  e progressivamente aumentando até obter uma mistura suave e cremosa.

Para a Montagem do Bolo:

Depois de arrefecidos parta os bolos ao meio. Vai ficar com 4 camadas.
De seguida, coloque uma camada do recheio preparado e cubra com a 2 camada do bolo.
Continue a aplicar o recheio até terminar as camadas de colo.
Cubra todo o bolo com a mistura da cobertura de maneira mais ou menos homogénea.
Aplique a decoração usando a mistura da cobertura com a ajuda de um saco de pasteleiro ou uma seringa.
Por fim coloque as framboesas no topo.

Voilá!

 



Olá a todos e mais uma vez desculpem a ausência. Digamos que por estas bandas temos andado bastante ocupados. E ainda nem começaram os preparativos natalícios.

De qualquer maneira não podia faltar a um dos meus projectos preferidos da blogoesfera:
O Convidei para Jantar, da autoria da Ana do Anasbagueri, que na sua 8ª edição assenta arrais no blog da Alice, o Alice na cozinhaMaravilha. E estão curiosos acerca do tema? Pois é…nesta edição a Alice incita-nos a convidar um Aristocrata.

Eu como boa portuguesa deixei tudo para a última da hora, até porque a minha convidada precisa de muito tempo e pelo menos 20 aias para se arranjar.

E eis que chega o dia da minha real visita, espero ansiosamente pela aquela que é considerada uma das mais famosas e importantes Mulheres da História Mundial.

Tocam a campainha… são eles, sim, porque ela não vai a lado nenhum sem a sua trupe, e os seus reais provadores de comida.

Para alguém com cerca de 2080 anos, está muito bem conservada…os embalsadores do Antigo Egipto fizeram um bom trabalho. (Qualquer dia são contratados por uma empresa de estética qualquer.) Mantém o seu nariz perfeito e a beleza que a caracterizou.

Neste lanche decidi oferecer-lhe algo que não lhe seja familiar, sabores exóticos de terras distantes, como frutos silvestres e maçã, ora depois de 2000 anos no túmulo acredito que nos apeteça variar na dieta.
O provador deu finalmente a sinal que era seguro para a sua Rainha Deusa testar a minha iguaria. 

E Ela, Cleópatra, Rainha do Egipto, assim o fez.
Seguiu-se uma longa conversa sobre o Papel da Mulher no Poder, visões e histórias de um tempo esquecido e por vezes tão actual…tudo regado com muito Chá!
Espero que gostem.



Bolo Dourado de Maçã e Frutos Silvestres
 8-10 fatias
(Usei uma forma de mola de 22cm)

Ingredientes:

- 125g de manteiga amolecida (mais um pouco para barrar a forma)
-125g de açúcar
- 3 Ovos grandes batidos
- 50g de amêndoa ralada
- 100g de farinha para bolos com fermento
- 2 Maçãs (usei Golden) partida em 12 pedaços
- 100g de frutos silvestres
- Açúcar em pó para decorar

Preparação:

Pré aquecer o forno a 160ºC.
Forrar o fundo da forma com papel vegetal e barrar fundo e laterais da forma com manteiga.
Bater o açúcar com a manteiga numa taça larga, até a mistura se apresentar clara e homogénea.
Gradualmente vá juntando à mistura os ovos batidos, quando já tiver adicionado 2/3 dos ovos, comece a adicionar a farinha. Adicione então o resto dos ovos e envolva delicadamente a amêndoa ralada.
Adicione 2/3 dos pedaços das maçãs e os frutos silvestres na mistura e verta sobre a forma preparada.
Coloque os restantes pedaços de maçã no topo da mistura, polvilhe com canela e leve ao forno durante 55m-60m, ou até inserir o palito no centro do bolo e este sair seco.
Quando estiver frio polvilhe com açúcar em pó.

Bom apetite!
Nota: Este bolinho fica bastante húmido, e mantem-se fresco durante vários dias.